Pensamentos sobre o Espírito Santo e Pentecostes (Beata Elena G)

Pensamentos sobre o Espírito Santo e Pentecostes

(Beata Elena Guerra)

“Apóstola  do Espírito Santo”

“É necessário elevar o nosso coração a Deus para receber o Espírito Santo.”

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“O amor e só o amor faz tudo!”


“O Espírito Santo é a tua vida e tu não podes fazer nada de bom sem Ele.”


“É necessário que o Espírito Santo forme em nós o homem novo, portanto precisamos lhe pedir com fervorosas súplicas que nos conceda esta graça; porque sem o Espírito Santo ficaremos sempre como somos!”

 


“Do Espírito Santo provem às almas todo o auxílio para a sua santificação. Do Espírito Santo procede a graça que faz brotar nos corações a preciosa semente da virtude. É dEle aquele divino fogo do amor que alimenta e faz crescer os bons desejos e os amadurece em obras de perfeição. Procede do Espírito Santo aquele ardor de bem querer que leva a trabalhar com santa generosidade. Do Espírito Santo emana aquela suave caridade que une o coração humano a Deus. Do Espírito Santo vem aquela paz necessária para progredir no bem. Do Espírito Santo provem as consolações que restauram e fortalecem o espírito, o suportam na dor e o impelem aos mais altos empreendimentos.”


“A alma necessita do Espírito Santo, sem o qual não se encontra em nós qualquer bem. A santa Igreja adverte-nos que não pode existir nada de inocente no homem que não tenha em si o Espírito Santo. E São Paulo ensina-nos que sem o auxílio do Espírito Santo não podemos sequer invocar o santo Nome de Jesus.”


“É o Espírito Santo que faz os santos. Aspirar a tão grande destino e não ser devotos do Espírito Santo é uma contradição.”


“Que coisa de melhor para nós do que ser guiados e sustentados pelo Amor?”


“A nossa alma, mesmo quando é ingrata e rebelde, não pode ter melhor amigo do que o Espírito de Deus.”


“O Pentecostes recorda aos cristãos a presença contínua do Espírito Santo sobre a terra. Portanto esta solenidade não é só a comemoração de um acontecimento realizado nos tempos passados, mas é a garantia de uma contínua realidade sempre viva entre nós, isto é, a presença do Espírito Santo: dado que Ele está entre nós não menos do que esteve no Cenáculo no dia de Pentecostes, embora esteja inacessível aos nossos sentidos. O Salvador assegura-nos esta presença e permanência.”


“As principais disposições para receber o Espírito Santo são quatro:
– desejá-lo e invocá-lo com fervorosa e perseverante oração.
– libertar o coração de todo o afeto que não se dirige para Deus.
– humilhar-se e reconhecer o nosso nada e a necessidade que temos do Divino Mestre.
– prometer-lhe obediência e preparar-se para fazer e sofrer tudo o que agradar a Deus; para que Ele esteja em nós e seja por nós glorificado no tempo e na eternidade.”


“Eis os meios principais para que o Espírito Santo habite em nós:
– abandono com docilidade à sua conduta;
– não resistir à luz interior das suas inspirações, mas aceitá-las;
– nunca permitir que as criaturas ocupem sequer uma pequena parte do nosso coração que é o seu templo.
– aproveitar as ocasiões para praticar as virtudes e fazer obras com santo fervor;
– alimentar um fervoroso e constante espírito de oração;
– conservar sempre acesa no coração a chama do amor celestial.”


“Deveres que temos para com o Amor Eterno:
– procurar conhecê-lo melhor;
– adorá-lo – agradecê-lo – amá-lo;
– nunca o entristecer – rezar a ele continuamente.”


“O Espírito Santo é o Deus de todos; veio, vem e sobrevém para todos a fim que todos não só o conheçam, mas ainda o recebam em si, e sejam cheios dos seus preciosos dons.”


“O mistério de Pentecostes é um mistério permanente; o Espírito continua a vir sobre todas as almas que verdadeiramente o desejam.”


“Não foi somente sobre os Apóstolos que desceu o Espírito Santo, como mostrou também por meio de sucessivas aparições nos dias que se seguiram a Pentecostes, mas vem para todos os fiéis, em todos os lugares, em qualquer idade, basta que o queiram, que O invoquem, e lhe dêem lugar no próprio coração.”


“A solenidade de Pentecostes não é uma simples comemoração de tão grande mistério: é o verdadeiro renovamento porque o mesmo Espírito que visivelmente desceu sobre Igreja nascente, continua a descer invisivelmente sobre os fiéis para acender nos seus corações o fogo do divino Amor.”


“No dia de Pentecostes, o Espírito Santo desce como Santificador, e requer um forte desapego dos bens terrenos, como Mestre, portanto escuta-O na solidão, no recolhimento, e como Consolador, mas por isso deves renunciar a tudo o que não é de Deus.”


“A vinda do Espírito Santo no Cenáculo foi como o beijo da reconciliação dado por Deus à humanidade, redimida com o Sangue de Jesus Cristo.”


“Se o «Vem», aquele abençoado «Vem» que a partir do Cenáculo a santa Igreja não cessou nunca de repetir, se tornasse tão popular com o «Ave»!”


“O que é que pode faltar à alma que pode dizer ao Espírito: «Vem»?”


“Vem! Quer dizer: concede-Te as nós mesmos, ó Espírito Santo: dá – Te a nós! Com o «vem» pedimos mais que uma graça, antes a Fonte das Graças; pedimos o eterno Amor, pedimos Deus! Vem!


Às vezes a devoção ao Espírito Santo não é bem compreendida e poderia haver quem por um «Veni» ou sete «Pater» rezados todos os dias ao Espírito Santo, acredita ser seu devoto, enquanto entretanto não se preocupam de o entristecer levando uma vida tíbia e pecaminosa.”